
“Há três anos atrás ela me fez um convite daqueles de tirar o sono. Na mesma hora me apaixonei, e entrei em pânico pela ideia.
Suely, a psicóloga, me convidou para escrever as “histórias de Carolina”. Assim como ela, precisava que alguém mergulhasse de olhos abertos nas imagens que a menina trazia de seus sonhos e, feito o vínculo (inevitável), costurasse tais imagens e sonhos e desenhasse em palavras para serem entregues ao mundo.
Dizia ela: – “Carol é menina especial. Dessas que ao conhecer não conseguimos desgrudar os olhos. Conta histórias incríveis, sonha escrever um livro.”
Eu era uma estudante da Arteterapia. Estudava as histórias e como os contos e o trabalho artístico por meio delas, poderiam serem utilizados no trato da alma.
Passadas algumas noites, intrometida que sou, aceitei o mergulho.
Em nosso primeiro encontro eu não sabia se faria por Carol o que ela esperava de mim. Mas tive certeza do que ela faria por mim. A menina agradecia meu aceite em trabalhar com ela. Mal sabia ela – quem agradecia era eu.
Durante um ano, semanalmente, tínhamos uma hora marcada para subir em caravelas, conversar com animais, encontrar seres dotados de dons mágicos, falar sobre amor, saudade, medo de lobo, brincadeiras de criança, fazer coceguinhas e rir, rir, rir….muito. Chorar muito também! A danada da menina, vez ou outra, fazía-me vir às lágrimas. Coisa inevitável de acontecer no convívio com Carol. Era desconcertante para mim, “menina perfeita”, saudável, plena de minhas faculdades, ter alí, diante de meus olhos, àqueles olhos tão vívidos da menina Carolina – tão certos de sua capacidade de realizar qualquer um que fosse seu sonho.
O tempo foi passando e a menina foi crescendo, se tornando uma gigante. Ou, talvez eu fosse ficando pequenina diante dela.
Pensava eu saber algo, ser “gente-grande” e informada da vida. E toda vez que a encontrava, a menina me ensinava a rir de verdade, chorar prá valer, acreditar de doer, brincar sem esquecer de crescer, sonhar para crer. Com Carolina aprendia a desaprender o que deveria aprender de novo.
Até que chegou o dia em que abri a porta e deixei do lado de fora qualquer teoria para seguir o que a menina me ensinava todos os dias: seguir o meu instinto. Sim: conhecer o significado da palavra “sabedoria”. A magia aconteceria em algum momento que tudo isso encontrasse com o conhecimento, sem que ele ficasse à frente, mas simplesmente fosse ele a partitura para que escrevêssemos nosso sonho, nossa história.
Abri meus ouvidos e escutei. Não sei ao certo, quem contou para quem. Encontramo-nos nesse lugar de animais encantados, lobos e princesas e alí vivemos por um tempo.
Depois da menina Carolina, digo que contos de fadas existem. Eu, ela, sabemos que sim.
É verdade. Tire os óculos. Taí, não vê?
Rebeca, a menina loba, nasceu. Forte e saudável.
Dizem que é hoje, a mais bonita da escola.

Dia 15 de janeiro, às 10:30h, na Livraria da Vila, Al. Lorena, 1731, será lançado o livro: Rebeca, conto de uma menina-loba, de Carol Abdo. Resultado do processo terapeutico de Carol.
Rebeca era uma menina diferente: desde muito pequena adorava histórias de lobos e de vez em quando, sentía coceguinhas e ria, sem entender o motivo. Seu maior sonho, era ver um lobo de verdade. Não entendia por quê as pessoas tinham medo de lobisomem. Para ela, alguém que podia virar um lobo era maravilhoso, fascinante!
Acompanhada de seus amigos animaizinhos , Rebeca vive em busca de realizar seu sonho. Ela vai crescendo até que um encontro com sua avó, revela que Rebeca também é um ser mutante.
Nesse conto de aventura narrado em versos rimados, acompanhar a pequena menina loba em seu crescimento e entendimento sobre seu dom especial, é uma forma delicada, emocionante e divertida de as crianças transformarem o olhar para as diferenças, ou simplesmente para àquelas crianças especiais, lidarem com sua “diferença” como um dom.
Além disso, a menina mutante evoca a importância da família, da amizade e do amor em favor da aceitação, da inclusão e superação. Para todas as crianças e adultos que em algum momento de sua trajetória, vão lidar com a diferença. Principalmente, às crianças mais que especiais.
Talvez ainda não hajam palavras capazes de descrevê-la, sem reduzi-la, ou esteriotipá-la.Ana Carolina é uma mulher incomum.
Uma mulher especial. Mulher que nos desafia. Encanta e emociona.
Dessas, que quando trocamos um olhar nos faz lembrar que qualquer sonho é possível. Ou enfaticamente: que viver, é para ser Grande.
Com ela aprendi sobre uma qualidade de amor até então desconhecida: amor puro de um coração de criança em uma alma de mulher.
Carol é uma verdade desconcertante.
Mulher que conta histórias e nos conduz a um imaginário fantástico de paisagens que todos nós deveríamos visitar.
Em seu primeiro conto, tive a honra de ser sua “maestrina”. Empresto o termo por tê-lo como mais acertado ao descrever o papel de minha “personagem” nessa história.
Pois foi essa a função que exerci: reger a composição de Carol, arranjá-la e traduzí-la em partitura.
Dizem que o termo “contar”, vem do verbo “cantar”. E tal qual música, esse é um conto de Beleza para se ouvir com o coração e cantar a todos.


Durante o processo criativo de Carol, descrevemos, interpretamos e desenhamos cada um dos personagens. Falamos sobre suas características, personalidade, etc…
Ao vislumbrarmos a possibilidade de fazer o livro da história de Rebeca, a menina loba, foi difícil encontrar um ilustrador que aceitasse o desafio de ilustrar a história, e que, principalmente, conseguisse retratar a linguagem que Carol queria para seu livro, além da identidade de seus personagens, tão ricos em características, etc.
Foi aí que encontramos o Alê Venancio. Designer e ilustrador de um talento (e sensibilidade), só. Iniciou-se a segunda parte desse trabalho. Durante mais um ano, Carol, Alê e eu, fomos desenvolvendo cada uma das ilustrações dessa história, com o intuito de sermos muito fiéis às imagens “mentais” da Carol.
Para ver mais, aparece lá.*
Sábado, agora, dia 15/01, às 10:30, na Livraria da Vila da Al. Lorena, 1731.

Rebeca, conto de uma menina-loba mostra novo olhar para as diferenças
Livro de Carol Abdo narra as aventuras da menina Rebeca durante seu crescimento e o entendimento de seu dom especial, ser uma menina-loba.
Carol Abdo lança o livro Rebeca, conto de uma menina-loba na Livraria da Vila da Lorena, no próximo dia 15 de janeiro, sábado, às 10:30h. A publicação, direcionada ao público infanto-juvenil, narra a história da pequena Rebeca durante seu crescimento e o entendimento sobre seu dom especial, ser uma menina-loba. De maneira delicada, emocionante e divertida, a autora, por meio da personagem com quem se identifica, indica uma nova forma de olhar as diferenças.
Resultado do trabalho desenvolvido com a arteterapeuta Daniela Scartezini, Rebeca, conto de uma menina-loba é um livro de aventura, com uma pitada de romance e ficção, em que Carol coloca muitos elementos de sua própria biografia. “Rebeca tem um pouco de mim, ela é doce, carinhosa, uma menina feliz”. Para Daniela Scartezini, a publicação é fruto da força de vontade de Carol e do seu desejo em ser reconhecida por seu trabalho. “A Carol teve coragem para superar suas dificuldades e desenvolver algo que a desafiasse e ao mesmo tempo servisse como guia para crianças e pessoas com necessidades especiais”.
A arteterapia foi elemento fundamental na superação dos obstáculos. Identificando as capacidades de Carol, Daniela passou a trabalhar com a sensibilidade artística e a criatividade, dois pontos fortes de sua personalidade. “O sonho de Carol sempre foi poder mostrar seu talento, estudar e trabalhar, como qualquer outra pessoa”, afirma Daniela.
Ao tratar da importância da família, da amizade e do amor em favor da aceitação, inclusão e superação, o livro evoca também um sentimento compartilhado por Carol: “as pessoas devem oferecer amor e carinho às crianças, sem tentar prendê-las”.
Ao acompanhar o crescimento da menina mutante, como Rebeca é chamada no livro, as crianças verão que nem sempre o destino está pronto à sua frente e aquilo que se espera vai acontecer de fato. Muitas vezes, o inesperado surge e se impõe, e Rebeca aprende e ensina que a melhor forma de se lidar com ele seja mesmo pelo amor e pela aceitação.
Sobre Carol Abdo e o livro:
Criativa, Carol Abdo sempre inventou muitas histórias. O repertório de seus contos foi se aperfeiçoando com o tempo, através do gosto por filmes e a fascinação por histórias de lobos. O espírito infantil destaca-se na personalidade da autora de primeira viagem. Foi ao identificar estas e outras qualidades em sua paciente, como “uma inteligência emocional e cognitiva rara”, que a psicóloga Suely – com quem Carol faz terapia há mais de cinco anos – teve a ideia de fazer um trabalho complementar utilizando a arteterapia. Para isso, contou com o trabalho de Daniela Scartezini, arte-terapeuta e designer gráfica. Daniela, assim, assumiu a responsabilidade de organizar as histórias que ouvia de Carol a cada sessão de arteterapia, ao longo de um ano. Nas narrativas, era notável a preferência por contos de aventura. Carol e Daniela desenvolveram, então, em parceria, personagens, criaram estrofes e estabeleceram limites para o processo criativo. Com materiais como desenho, argila e interpretação, e a partir das narrativas de Carol, Daniela coordenou uma atividade terapêutica. Mas uma surpresa se revelou de modo natural durante este processo. Mesmo com o talento evidente de Carol e seu indiscutível dom para criar histórias, nenhuma delas esperava que mais tarde tudo isso se transformasse em livro. “Carol tem uma qualificação anímica e criativa muito significativa. A ideia era que toda a riqueza das histórias criadas por ela fosse aproveitada. O livro foi a consequência desse processo. Esta é a primeira realização profissional da Carol”, afirma Daniela. Quando a história começou a ganhar corpo, o próximo passo foi desenhar os personagens. “Ao ver sua história pronta, no papel, Carol viu seu sonho realizado, o de ser reconhecida pelo seu trabalho”.
SERVIÇO:
Lançamento de Rebeca, conto de uma menina-loba
Autoras: Carol Abdo e Daniela Scartezini
Editora Independente.
Dia 15/1, SÁBADO, das 10:30h às 13h.
Livraria da Vila da Lorena – Alameda Lorena 1731, tel. 3062 1063. Térreo.
Grátis. Livre.
Hoje abriram as inscrições para o TEDx Amazônia. Fui lá me inscrever (óbvio!) e me deparei com aquele formulário (que eu adoro), mas que é tão polêmico. Tem gente que se incomoda em ter que contar sua história, ou ter que justificar por que seriam pessoas interessantes para estarem lá.
Eu acho justo e digo mais: a participação no TED, essa conferência mundial que tem o ideal de espallhar boas idéias pelo mundo, começa aí. Ao ser questionado com perguntas como: “o que você fez de interessante na vida, ou, conte um pouco quem é você”, há que se pensar. E se você não tem preguiça quando quer muito alguma coisa, com certeza vai se dedicar em responder da melhor maneira possível. Aí, você já está mostrando por que você é interessante, além de ser um exercício muito importante (acho eu) pensar na sua própria história, se conhecer melhor.
Inspirada por essa idéia, resolvi contar aqui uma história, ou melhor, a minha história, consequentemente, a da A Florista :)
Para quem quiser ouvir, ler……..
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Senta, abre a roda que a história vai começar.
Eu estudei na Escola Vera Cruz, uma escola construtivista. Na minha época (tenho 32 anos) era algo ainda bem incomum. Os pais que colocavam seus filhos nessa escola, eram tidos como “hippies”, artistas, idealistas, etc.
Eu gostava da aula de Artes. Queria ser “desenhista” quando crescesse. Também tinha muitos, muitos amigos. Gostava de falar :) Uns anos a mais e me apaixonei pelas aulas de literatura, pelo professor de poesia, por cantar na aula de teatro.
Aos 14 anos, meu pai faleceu. Maior baque. Um soco no peito, mesmo. Aquelas coisas que ninguém explica. Meses depois como um presente da vida, no 1ºcolegial, conheci meu primeiro amor: ele era músico e descobri que eu tinha até um talento para cantar. Entrei para a banda dele, a qual 3 dos integrantes eram ninguém menos do que os filhos dos “caras dos Novos Baianos“. Eles mesmos: os filhos de Pepeu e Baby, de Paulinho Boca de Cantor, etc. A gente cantava desde Bob Marley, até… Novos Baianos. Nas escolas, festivais ( Fest Valda, nossa…) A gente arrasava. Éramos “A Banda Jamal” e cantávamos em casas para maiores de 18 anos, mas ninguém na banda passava dos 17 :).
Aos 16 anos, me preparando para entrar na faculdade de Desenho Industrial e “ser a tão sonhada desenhista”, outra fatalidade: fiquei doente. Muito doente. Câncer malígno. Pronto. Aquele desespero, medo de morrer, quimioterapia, radioterapia… E veio outro presente: a descoberta da espiritualidade. Conheci o Templo Guaracy, casa que freqüento até hoje e, junto à todos os tratamentos médicos, veio a superação da doença e meu renascimento. Durante 2 anos, enquanto todos meus amigos estavam em festinhas e viagens, eu estava “me curando” e rezando – muito. Valeu a pena :). Lá, eu conheci o que era realmente doar-se para “ajudar” alguém e o valor da saúde física, emocional e espiritual.
“CDF” como sempre, eu não parei de estudar, não. E aos 17, entrei na faculdade Belas Artes, em Desenho Industrial. Aos 19 anos, em 1998, quando ainda se falava de “surgimento da Internet”, eu estava na escola Politécnica da Usp, na engenharia Elétrica (pasmem!!) em meio à um bando de engenheiros, aprendendo a programar sites “na unha”, em um laboratório de pesquisas, financiado pela Fapesp. Desenhava interfaces para novas plataformas, imagina você. Meu TCC, na faculdade, acabou sendo (lógico) um site sobre design. Um site que contaria histórias sobre criação, designers, traria referências, etc.
Pois é. 14 anos depois, passei por agências de publicidade muito conhecidas, estúdios de design descolados, tive meu próprio estúdio e, com essa “bagagem”, vira-e-mexe, eu estava insatisfeita. Queria saber mais aonde essa “história de criar”, de ser feliz e saudável, poderia me levar. Não poderia ser só aquilo: “trabalhar, ganhar dinheiro e pronto.” Eu tinha que fazer mais. Na época, a minha terapeuta me contava histórias durante as sessões. Ah, eu adorava! Sempre gostei: das ilustrações, do que aquelas imagens movimentavam em mim, das palavras contadas por ela, daquela maneira mágica que iam direto para o coração.
E assim… como muitos disseram…. “Pirei”. Larguei “tudo” e pedi demissão da agência que trabalhava, como diretora de arte. Fui fazer cursos de contadora de histórias com grandes educadores e mais tarde, prestei um concurso e me tornei aluna da especialização em Arteterapia do Sedes, instituição ligada à saúde mental, educação e filosofia, de São Paulo. Lá, me dediquei a estudar as histórias pelo encanto que me causavam e como poderia trabalhar com elas terapeuticamente. Inquieta, mais uma vez, questionei a instituição. Ainda “não era isso”.
Adepta da antroposofia, filosofia ligada à Rudolf Steiner, descobri a linha da Terapia Artística e fui para Florianópolis, na Associação Sagres, estudar o ofício de contar histórias e trabalhar com elas em atelier terapêutico. Transformador. Durante 1 ano atendi 3 pessoas realizando o que chamei de terapia dos contos. O vínculo com as pessoas que atendi e a profundidade do trabalho, despertou a necessidade de estudar – mais. Aos 29 anos, prestei vestibular (de novo) em Psicologia e entrei. Durante o primeiro ano da faculdade, a quantidade de pessoas que atendia, ainda era beeeem inferior à quantidade de contas para pagar. Aos quase 30 anos, as responsabilidades eram bem diferentes das que tinha aos 17, na primeira faculdade :).
As agências me chamavam para freelas, eu fazia. E estudava muito. Até que veio uma proposta para trabalhar na Disney. Salário, estabilidade, horário saudável, e o resto você já imagina. Pensei: “bom, sou designer, estudo as histórias, tenho um sonho de um dia escrever para crianças, preciso me reequilibrar financeiramente, estou frágil emocionalmente, a Disney tem um pouco disso tudo, posso aprender…. eu vou! Tranquei a faculdade e 3 meses depois de uma loooonga seleção, eu estava lá, trabalhando como designer, no departamento de criação.
1 ano depois…(eu disse, sou contadora de histórias) tudo estável e calmo – demais. Aquela “coceira” já tão conhecida, vinha incomodar – de novo. A sensação do “ainda não era isso” começava a voltar. Já uma balzaquiana :), dessa vez eu não queria “pirar”, precisava ser mais sábia, eu diria. Foi então, que numa conversa aqui, outra alí, realizei que o maior “drama” de meus grandes amigos hoje, talvez o de nossa geração, está em não fazer o que gosta. E isso sim é qualidade de vida: ter um fazer diário que nos dê prazer e dignidade. Indo mais adiante, fazer o que gosta, é ter um fazer alinhado à nossa essência, mas… que essência é essa? Pensando nisso, surgiam questões, como: – poderia eu ajudar as pessoas a acordar essa essência, para que ela mostre um caminho e nos diga qual é esse nosso fazer?
Foi aí, que finalmente, nasceu A Florista. Um projeto que brotou da minha necessidade de fazer as coisas que amo, de ter um fazer diário que me trouxesse muito, muito prazer. Assim, eu precisava de algo aonde eu pudesse: desenhar, escrever, contar histórias de gente, inspirar, despertar, comunicar e trocar. Eu queria um Fazer que manifestasse minha essência: que revelasse toda essa história que sou e, de preferência, levasse beleza à alguém. Mais ainda: um projeto que me permitisse aprofundar meus estudos sobre os processo criativos e o que despertam nas pessoas, quando estimulados. Contar histórias reais disso que descubro dia-a-dia: que ao trabalharmos o nosso potencial criativo, essa essência floresce.
É engraçada a vida. Aqui estou eu, novamente, falando e apresentando um site sobre pessoas, criação, etc. Exatamente como fiz lá na faculdade de “Desenho Industrial” (não era Design, não, gente!) E penso que se eu pudesse voltar àquele momento da vida, com a consciência de hoje, eu diria para aquela menina: “Coragem, é isso mesmo, é só fazer o que gosta e acreditar”. Mas, ao mesmo tempo, eu não teria vivido essas “coisas” tão interessantes que eu já fiz na vida e não seria quem eu sou e… Não contaria essa história – que eu gosto muito.
O que eu observo cada dia e agora lendo essa história mais ainda, é que temos um potencial divino dentro de nós e sim, somos capazes de mudar o mundo. Mas para mudar o mundo aí fora, primeiro, vamos ter que mudar o nosso “aqui dentro” e buscar de verdade, essa qualidade de vida que tanto falamos. Se você ainda está buscando esse “fazer o que gosta e viver dele”, a sua essência e viver alinhado à ela, assim como eu… experimente contar a sua história para você mesmo e ficar atento às imagens dela. Em algum lugar dessa “floresta fechada” há de haver uma clareira e nela, vai estar o mapa para chegar ao teu “final feliz”.
“O ofício de perguntar, o ofício de contar histórias, o ofício de ocupar as mãos, são alguns dos instrumentos de meu trabalho – todos esses representam a criação de algo, e esse algo é a alma. Sempre que alimentamos a alma, ela garante expansão.”
Dani Scartezini
Eu, no Sedes, explorando um dos materiais para uso em atelier terapeutico.

Alguns dos trabalhos desse período (Aquarela)

“Auto Retrato” (Aquarela)

Máscara de argila, pintada com acrílica

Logomarca do nosso grupo de contadoras

"As Verinhas" - Grupo de contadoras de histórias

Chamando para a história (participação de Nando, o "Barba", dos Barbatuques)

Contando a história de Hikioshi - um dos momentos mais mágicos da vida

uma das verinhas (ilustração digital)
Foi assim…

e continua :)
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