
Estamos próximos ao dia dos namorados e me pergunto qual é o Amor que o mundo precisa.
Sim, esse amor de namorados, relacionamentos, é importante, delicioso, etc. Mas antes desse… Antes de encontrarmos o outro, é preciso encontrar a si mesmo. Eu não sei você, mas têm dias que eu tenho uma saudade danada de mim mesma. Sinto que estou longe, longe de mim e fico com um aperto no coração, como se tivesse perdido algo. E procuro, procuro… às vezes em vão.
Foi aí, que num dos encontros do meu grupo de estudos de Jung, lemos uma carta. Para mim, uma carta de Amor. De Jung, para sua Alma. Ele fala dessa saudade que eu me referi, fala de sua própria alma, como se fosse alguém, um amor.
E é esse o Amor que eu desejo que encontremos: o Amor à nós mesmos. A quem realmente somos. E sejamos fiéis a ele. É esse encontro que eu desejo no dia dos namorados: que cada um, encontre sua alma, ou sua Psique, como ele chama. E como no mito, sejamos Eros, o arqueiro buscador, em busca de sua Psique. E que desse encontro, resulte o AMOR verdadeiro e talvez o encontro mais importante de nossas vidas.
“Minha alma … Onde está você? Você pode me ouvir? … Eu falo …Eu chamo você …Você está aí? Eu voltei. Estou aqui de novo. Eu sacudi o pó de todas as terras dos meus pés, e eu vim para você. Eu estou com você .. . Após longos anos, após divagar longamente, Eu vim a você, novamente. Devo dizer-lhe, tudo o que vi? Experienciei? Ou absorvi? Ou você não quer ouvir, sobre os ruídos da vida e do mundo. Mas uma coisa que você deve saber, a única coisa que eu aprendi, é que o “Um” deve viver a sua vida … Esta vida é o caminho, o tão procurado caminho, para o infalível que chamamos divino. Não há outra maneira. Todas as outras maneiras, são falsos caminhos. Então, eu encontrei o caminho certo, deixá-lo a deixar-me a você, à minha alma. Eu voltei, tentado e purificado. Você ainda me conhece? Quanto tempo, a separação durou. Tudo se tornou tão diferente. E como eu encontro você? Como foi estranha a minha viagem… Quais palavras devo usar para te dizer sobre o caminho tortuoso. Uma boa estrela me guiou para você. Dê-me sua mão, Minha alma quase esquecida. Quanto tempo, que alegria, por vê-la novamente. Você, desapontada alma. A vida me deixou voltar para você. Vamos agradecer a vida que eu vivi, por todas as felizes, e todas as horas tristes, por cada alegria, por cada tristeza. Minha alma, minha jornada, deve continuar com você. Eu irei divagar com você, e ascender à minha solidão.” – C.G. Jung
Sempre me interessei por imagens atreladas às histórias. Lembro-me que nos meus 10, 11 anos, passava horas e horas folheando os encartes dos vinis da casa de minha mãe. Gostava de ver aquelas imagens e de ouvir a música ao mesmo tempo. Viajava pelo imaginário, sonhando com a vida que cantavam aquelas letras, formando verdadeiros filmes na minha mente. Tinham dois discos que andavam debaixo do braço: Caçador de Mim, de 1981, Milton Nascimento e Passarim, de 1987, do maestro Tom Jobim. Quem tem os discos, ou já ouviu as músicas de qualquer um deles, sabe quão imagético eles são. Imagético – leia-se: aquilo que se exprime por imagens, ou que gera imagens.
Te explico porque recorro às minhas memórias para introduzir essa história. Estou lendo o livro Memórias, Sonhos e Reflexões de C. G. Jung e, segundo o próprio, nada é mais importante em nossas vidas do que o inconsciente. Para contar sua história, ele recorre às sensações importantes de sua vida e aos sonhos que teve. Diz que é essa história a que devemos recorrer. A que fala diretamente à nossa alma, ou psique, como denomina. A que vivemos diariamente enquanto estamos “acordados” teria pouco valor diante das sensações vividas na experiência do viver.
No vídeo que compartilho, Jung diz que o “Homem não consegue ter uma vida sem significado”. Mais de 40 anos se passaram e me parece que essa é – e sempre será a grande busca do Homem. Hoje, em tempos em que “Deus é o dinheiro” esse significado está cada vez mais distante e não é a toa que também vivemos tempos de tantas síndromes, depressão, neuroses e etc. Como Jung diz, vivemos lutando para não nos automatizar e criar significado para nossas vidas. É aí que entra o “fazer”.
Pergunte-se se o seu fazer diário traz algum significado para sua existência. Caso não consiga responder, recorra às suas memórias mais tenras: as que trazem aconchego, alegria, sensações prazerosas ao serem lembradas. Feche os olhos e observe as imagens que elas te trazem, aonde você estava, com quem… Lembre-se daqueles sonhos mais significativos que já teve, ou que têm tido. De novo: observe as imagens e suas sensações. Esse, é um dos caminhos para se aproximar de quem você realmente é, e, quem sabe descobrir o que “fala à sua alma”. Depois disso, observe se o seu fazer diário tem a ver com o universo que descobriu e se te traz tais sensacões.
Todos nós temos sonhos. Repare que todos eles têm a ver com dar significado à sua vida.
Você já deve ter visto um filme, ouvido uma música, uma história, visto uma imagem que te emocionou, não? Provavelmente falaram à tua alma.
Inspirar, inspirar, inspirar. É a palavra do momento. Todo mundo quer se inspirar. Inspirar é isso: ativar sensações de prazer através de alguma coisa. Uma inspiração e pronto! “Um minuto” de sensação de significado.
Vá atrás de sua história, de suas imagens e sonhos. Acorde sua paisagem interna. Seu “ser” inconsciente sabe – tudo.
Quando estiver mais perto de si, busque um fazer, seja ele qual for, ou mais absurdo que pareça ser, e comece a fazê-lo.
Depois, por favor, compartilhe.
Faça esse favor a você a ao mundo.
(Ah! Por favor, compartilha na A Florista também!)
Te aguardo.
Até,

Mandala do Livro Vermelho, de Jung. Ele foi um grande estudioso das mandalas. Imagem recorrente presente na humanidade e também recorrente nos trabalhos de seus pacientes. Dizia que eram imagens puramente do inconsciente e as estudava profundamente no processo terapeutico de um paciente.
Para saber mais sobre O Livro Vermelho, clique aqui.
Tenho quebrado a cabeça por aqui, desde que tive a idéia de fazer um clipe/vinheta para a Florista.
Digo “clipe/vinheta”, porque realmente ainda estou no processo criativo, sabe como é.
A vontade é de transformar em imagem e som o conceito, ou fundamento da Florista.
Como dizem, sendo um pouco clichê, uma imagem vale mais do que mil palavras :)
Tenho imagens muito reais em minha mente do que é o trabalho dessa Florista, ou, o que é a nossa flor.
E minha mente é assim: vejo tudo em imagens, às vezes ilustradas (!), como um desenho animado. Um pouco surreal, mas é assim mesmo. Parei de tentar entender e tenho feito algumas coisas com isso.
Ás vezes, ouço até a trilha que essas imagens teriam. É a linguagem da minh’alma, eu diria. Pois pouco é racionalizada. E gostaria de mostrar para vocês exatamente como eu vejo. E sinto.
Até conseguir fazer isso virar um vídeo (eu nunca fiz um vídeo) vou contar a história desse processo. Quem sabe você pode me ajudar, dar idéias e a gente fazer um processo compartilhado? Pode ser!
Como eu sempre começo por alguma referência, compartilho algumas delas que tenho guardado nos “meus favoritos”. Elas nos ajudam a visualizar plasticamente o que queremos.
Servem para trazer o que está lá no fundo da mente em algum lugar meio turvo, em imagens claras e reais, aqui da terra :)
Uma vez eu ouvi uma frase que tem muito a ver com isso e jamais esqueci, era assim: “você é tão bom quanto a sua referência”.
Como esse vídeo será feito em parceria com algumas pessoas, as referências são fundamentais para que essas pessoas possam captar visualmente essas imagens mentais.
Recolhi algumas, aí vão:

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Você pode encontrar algumas dessas imagens aqui:
@–;—
http://www.flickr.com/photos/neilkrug/
http://www.flickr.com/photos/cubagallery
http://www.flickr.com/photos/gle/
http://www.flickr.com/photos/pupuateja
Tem dias, semanas, momentos, ou até… tempos! Isso: “tempos”; em que parece que nada será capaz de devolver tua beleza, tua inspiração, tua vontade de dizer que a “vida é bonita, é bonita e é bonita”. A sensação é de um frio interno, de um olhar opaco, teu sorriso é amarelo. É aquele dia em que nos vestimos de cinza e sentimos saudade de cor, de vida, de brilho, de inspiração, enfim. É quase uma perda. Sim, perder a beleza é perder a confiança no que pode ser belo. E é essa cor, essa vida, esse “brilho”, essa beleza, que acende uma centelha divina e nos faz seres criativos, férteis, poderosos e capazes de mudar o mundo, nem que esse mundo, seja seu “pequeno mundo”: sua casa, suas relações, seu viver diário.
Nesse tempo cinzento e nublado, parece que nunca mais teremos dias de sol. Aí então, é que o processo criativo dói. É doloroso buscar esse brilho, essas cores… dá trabalho, pode ser frustrante: “…e se eu não encontrar?” “Ah… não vai dar… a vida é assim mesmo…” Nos colocamos todas as desculpas para não ter que encontrar e continuar no mesmo lugar. Hoje, me disseram que estamos exatamente aonde queríamos estar. Difícil assumir, mas assim é. Então, me pergunto se não é tudo uma questão de escolha, mesmo.
E descubro que até para fazer boas escolhas, tenho que estar inspirada, tenho que ser uma flor, colorida e vibrante. Não uma esmurecida, sem forças para se reerguer. E é nesse tempo “cinza” que há de se ter mais e mais vontade de reencontrar a cor. E daonde encontrar essa vontade? Pode ser no processo criativo. É por isso que ele é regenerador, sanador, curador. É no encontro com o belo, com o fazer, com a possibilidade de CRIAR que faço meu “religare”. Religo meus propósitos, minha fé, reencontro a vontade de dizer que a vida é bonita e sigo adiante.
Tem dias que não é possível o processo, criar, nem ao menos se despir do cinza.
Dias assim, um blog como o de Geninne é um bálsamo para os olhos. É colorido, vivo e brilhante e cheio de amor à vida.
As “artes” de Geninne são quase como um resgate para a alma :)
Geninne é uma artista, uma artesã apaixonada pela cor, pelo que é vivo, pela beleza.
Em dias assim, te dedico uma volta por essas imagens, no fazer de Geninne. Para mim, faz sempre um bem enorme.
Para saber mais sobre essas imagens e sobre a Geninne, vai lá: http://blogdelanine.blogspot.com/
(com a alma!)
Era uma vez…
Uma menina de olhos misteriosos e falantes. Já mulher, formou-se em Ciências Sociais pela USP, pouco depois, foi estudar pedagogia Waldorf e se tornou professora e contadora de histórias. Anos se passaram e ela deu à luz à três lindos filhos: uma menina, a primogênita, um menino, o segundo e outra menina, a caçula. Mãe, fez, gerou e pariu suas crias em seu próprio ninho, digo… Casa.
A mulher possuía outros diversos dons: era artesã, cozinheira e… padeira! Seu nome é Luciana Sapia e ela é mesmo um exemplo de que é possível ser mulher, moderna, e manter vivo e presente o feminino essencial: intimamente ligado ao fazer e ao criativo.
Mas não esse feminino romântico que estamos acostumados a ouvir por aí. Mas o arquetípico, o feminino antigo, que dispõe de uma observadora interna permanente, uma sábia, uma visionária, um oráculo, uma inspiradora, uma intuitiva, uma criadora, uma inventora, uma geradora e uma ouvinte que guia, sugere e estimula uma vida vibrante nos mundos interior e exterior.
Quando chego em sua casa é assim: entre flores e enfeites de porta que ela mesmo faz, um de seus 3 filhos vêm junto dela abrir a porta. Sorriso sincero, um forte abraço e um cheiro delicioso no ar.
Na pequena casa de vila cor de rosa, tem sempre algo saindo do forno. E sem exageros, tudo é sempre – uma delícia! Aos recém-feitos 30 anos (!), sempre linda, ela recebe com café, bolos, sopinhas e mais recentemente a encontramos por lá, na cozinha, fazendo mais uma de suas artes com as mãos, que arrisco dizer, não poderia haver outra mais generosa para receber tudo que Luciana é : o pão.
Lú tem um ar de quem saiu dos anos 70, quer viver da sua arte, em comunidade, elevar o arquétipo do feminino banalizado pela mulher dos anos 90 e criar com a liberdade da mulher da era 2000. Tudo isso, não sei como e com qual magia, se transfere através de suas mãos para a massa e se revela quando somos servidos de um pão feito artesanalmente em sua padaria caseira.
Ela diz que não tem segredo: é o amor e a entrega com que faz seu pão. Diversas histórias já contaram sobre o encantamento do alimento que além de alimentar o corpo, alimenta a alma. É o alimento que carrega um sentimento, um sabor que desperta uma pessoa, um cheiro que recorda um tempo, uma textura que conforta. O alimento que tem alma. Como ela mesma diz : um alimento vivo!
A bíblia cita o “pão nosso de cada dia” umas 340 vezes – alimento sagrado, diário, feito pelas mulheres que cuidavam de suas famílias.
Tudo isso: feito com as mãos, uma arte, vivo, sagrado, natural, da terra, da família, alimento, saboroso, belo e cheio de histórias e fundamentos… assim é o pão da Lú e é por isso, que não poderia haver outro Fazer tão perfeito para ela.
E os pães feitos à mão por Luciana carregam histórias sobre todas essas histórias. Pura fartura de alimento para todos os sentidos.
Para se alimentar de amor.

(por Luciana Sapia | fotos Antonia Castro)
Com a chegada da maternidade me dei conta das minhas mãos. Trocando as fraldas de minha filhota, lhe acariciando… no banho, as mãos seguras amparando seu delicado corpinho, a massagem com óleo de camomila e depois as papinhas cozidas durante horas na panelinha de barro para iniciar a alimentação e ensiná-la a experimentar o mundo.
Sempre fui dona de muitas idéias, tive vontade de fazer inúmeras coisas, valia cozinhar, costurar, fazer boneca de lã, arrumar as flores num vaso bonito, pintar as paredes da casa com aquarela, ler poesia em voz alta, criar gatos de barro para ensinar as mãos do que é feito o mundo. A matéria e a alma! Permear a vida de graça, cores, sabores e saberes, ouvir histórias, dar ritmo ao corpo através da música…
Misturando todos os ingredientes dentro da bacia vou recriando o mundo. A água cálida aquece minhas mãos e com movimentos suaves vou trabalhando a massa para trazer a força vital de cada alimento ali integrado. A alquimia acontece: farinha, açucar, sal, óleo e fermento agora numa massa unida, plácida e perfumada, já pronta para descansar e crescer. E como disse certa vez um padeiro amigo meu: o pão vem trazendo o sol da manhã! Brinco: pelas mãos do padeiro o dia começa a raiar…é hora de enrolar os pães. A massa é pesada e cada pão é enrolado com sabores especiais de castanhas, passas, grãos, raízes e o que mais quisermos criar para incrementar e saborear ainda mais nosso pãozinho integral. Forno acesso e um cheirinho gostoso de pão quentinho começa a invadir a casa convidando para um delícioso café da manhã!
Assim é o pão da confraria – orgânico, verdadeiro e integral.
A Confraria requer o compromisso de seus confrades para poder girar. Através de assinaturas mensais, ofereço aos confrades produtos artesanais produzidos por mim e escolhidos a dedo para compor um café da manha saboroso e saudável, são pães, manteiga, bolos, biscoitos, geléias, queijos e quitutes para fortalecer e alegrar o dia e nutrir a alma!
Essa maneira de atuar no mundo, me permitiu resolver o dilema de muitas mães modernas: como trabalhar fora e cuidar dos meus filhos? Antes de ser padeira, era professora em um pequeno jardim de infância, o que ganhava não era suficiente para arcar com as despesas da vida, e não queria estar ausente da vida cotidiana de meus filhos. Estar dentro do mercado de trabalho, em um “emprego” convencional, seguramente remunerado, me consumiria muitas horas diárias e seguramente não supriria minhas necessidades anímicas, não poderia ser tudo o que quero: ser mãe, mulher, amiga, cozinhar, pintar, plantar, dançar… ser verdadeiramente feliz. Foi quando comecei a fazer pão. Era apenas uma maneira de incrementar a renda mensal fazendo algo que eu gosto e oferecendo alguma coisa boa para as pessoas, logo percebi que se eu realmente quisesse poderia me bancar e ir muito fundo com essa história! Comprei o forno, ajeitei a cozinha, arrumei os pães num cesto e agora estamos aqui! Assim, daqui, da minha casa, no aconchego do meu lar, ao lado dos meus filhos eu proponho á vc: quer um pão fresquinho?
Bora criar, fazer, amar, que com alma dá tudo certo!

Chá de rosas

Os sonhos são grandes

A Confraria requer o compromisso de seus confrades para poder girar © foto www.galeriaexperiencia.com.br

Saindo do forno

...quer um pão fresquinho?

gui, geléia de figo, de damasco...

filhos à mesa

aceita uma torta?

tem biscoitinhos, granola...

com mel, fica uma delícia :)

tem um bolo de maracujá também, experimenta?

Para comer com a alma

... e com os olhos!


...um cheirinho gostoso de pão quentinho começa a invadir a casa convidando para um delícioso café da manhã!


Lú e Lia - a caçula e inspiração

Leva umas rosas alaranjadas para enfeitar

Bora criar, fazer, amar, que com alma dá tudo certo!
Para quem quer o “pão da Lú”:
Luciana Sapia
Confraria do Pão
Pães Artesanais
(0xx11) 3297-4247 | 7616-3943
PS. Acompanhe os próximos posts! O “pão da Lú” vai se multiplicar e trazer mais idéias e processos prá todo mundo colocar a mão na massa e FAZER coletivamente!
Mobilize seus amigos e faça acontecer!
Incentive ideias e pessoas em que acredita.

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