
Quando Lelê recebeu nosso convite para falar de seus fazeres e processo criativo, respondeu dizendo que adoraria “ser flor”. Fato. Você vai perceber, assim como eu, que passear pelas linguagens, permear-se por elas e até (por que não?) “ser” uma delas por um instante, é o jeito natural de Lelê se expressar.
Ser humano é assim: precisamos expressar. Dizer nossos sentimentos, pensamentos. Veja as redes sociais.
O Facebook diz: “”-No que você está pensando agora?” Essa pergunta instiga e contagia a todos, dia-após-dia, a ponto de ter tornado a rede o fenômeno que é. Milhões de usuários que nada mais desejam do que uma única coisa: expressar-se. E assim é com quase tudo que nos rodeia. Pessoas, livros, filmes, marcas, blogs… Tudo quer expressar algo.
Para alguns, como Lelê, isso é mais do que um querer, mas uma necessidade.
Ela diz que vai ser difícil ouví-la se chamando de artista.
Seja pela palavra, seja pelas artes plásticas, ou pelas duas de uma vez só em cores e formas, conheça a expressão que se tornou fazer, para Lelê Pereira e me diga o que você pensa.
O que eu estou pensando agora? Ah, sim. Sem dúvida alguma Lelê Pereira é uma artista :)
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Meu nome é Alessandra. Mas, a maioria das pessoas me conhece como Lelê. Sou redatora publicitária e trabalho há pelo menos 15 anos em agência, no departamento de criação. Atualmente, trabalho na DM9, agência onde já trabalhei por quatro anos no passado.
Apesar de já ter produzido muitas telas, tenho enorme dificuldade em me definir como artista plástica. Simpatizo quando alguém me diz: você é artista. Mas, vai ser muito difícil ouvir isso saindo da minha boca. Talvez, por que eu nunca estudei, nunca fiz uma exposição. É verdade, que eu já vendi. Mas, sempre pra amigos, pra pessoas conhecidas. E é um enorme prazer ver um deles pendurado na casa de outra pessoa. Tem tela minha em Porto Alegre, em Buenos Aires e também em Lisboa. As outras estão por São Paulo. Cidade onde nasci, cresci e de onde nunca me mudei.
Não tenho um método. Às vezes, pinto olhando para uma foto, como no retrato da minha avó: a senhora de vestido vermelho em fundo turquesa. Outras vezes, risco um desenho na tela com grafite e deixo as cores me conduzirem.
Eu sempre gostei das cores. E pintar foi um jeito de estar em contato direto. Estava na casa dos meus pais e uma tia me contou que estava fazendo curso de pintura. E no dia seguinte, ela ia em uma feira onde vendem material de pintura. E tudo começou aí. Combinei de ir à essa feira com ela e comprei tintas, pinceis e telas. A primeira tela que pintei foi uma reprodução do cartaz do filme “Tudo sobre minha mãe” do Almodóvar. O filme estava em cartaz na época. Recortei o anúncio do jornal e olhando para ele, pintei o primeiro quadro. As minhas maiores influências são Francesco Clemente e Egon Schiele. Este segundo, ídolo máximo.
Desde esse dia, não parei mais. Virou necessidade.






Conheça mais os fazeres da Lelê:
http://penduradalele.blogspot.com/
http://alessandrapereira.blogspot.com/
*** Indicação de leitura :
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