
Flores Aladas
São flores que brotam na terra
Mas depois voam
E_levam ao céu suas finíssimas asas
Que derramam vida por toda a floresta
O programa Compacto da Petrobrás, produzido pela colmeia é um exemplo do FAZER inspirado que tanto falamos e buscamos, aqui na A Florista.
Assistam ao vídeo de Mateus Aleluia e Thalma de Freitas, interpretando a música Cordeiro de Nanã.
A inspiração nesse fazer é tanta, que ao assistir, recebemos a força da ancestralidade africana, o sagrado presente nela e a presença do tempo dessa história contada na música Cordeiro de Nanã – tudo ao mesmo tempo.
Penso se não seria esse o “efeito” de um Fazer inpirado: comunicar, expressar, entregar ao outro o TUDO e o TODO que alí foi colocado e aí, a magia acontece. A flor desabrocha.
O outro sente que recebeu algo no mínimo, diferente.
Sabemos que a nação Africana cultua os Orixás, que ao contrário dos que muitos pensam “misticamente”, não são espíritos, ou “coisas do além”. Um Orixá, é uma força bruta da natureza.
O mar é um Orixá, as matas, outro, os lagos, uma cachoeira…. E dentro de cada um desses “reinos da natureza”, encontramos infinitas qualidades de um Orixá. Ou seja, para a nação africana, seu sagrado é a Natureza. Dançar para um Orixá, é buscar o encontro com a própria natureza, pois acreditam que, nós, seres humanos também somos parte dela e carregamos uma dessas qualidades em nosso espírito. Quando a música ecoa, elemento tão presente em todos os cultos africanos, dá-se o encontro com o sagrado que cada um carrega dentro de si, ou, com essa força bruta da natureza chamada Orixá.
Quando Thalma canta “sou de Nanã Ewá”... ela canta para essas forças da natureza.
Nanã, na natureza, é representada pelas fontes, as nascentes, um olho d’água.
Ewá, representa as águas em suspensão, que vão da terra ao ar, já em estado gasoso, o Vapor.
Sou de Nanã Ewá… O que acha? Talvez queira dizer assim:
“Carrego dentro de mim a força das águas doces que brotam da fonte e evaporam em direção ao céu. *”
Já imaginou que você tem uma dessas forças aí dentro? Imagina manifestar ela em seu fazer.
É isso que a gente assiste aqui.

Eu acho que cada DJ tem um jeito de criar seu set. O meu varia muito; já rolou de uma única música inspirar toda a minha seleção. Também adoro tematizar meus sets de acordo com algum acontecimento ou coisa que habita minha mente/vida naquele momento. Agora, por exemplo, me pego imersa numa onda afro_total; me interesso por tudo e passo dias só ouvindo tambores.
Meu processo criativo é assim: primeiro, penso no que tem a ver com a noite, o lugar e as pessoas que vão ouvir o som. Depois que eu desenho o perfil na cabeça, começo a garimpar as musicas; ouço muuuuuuuita coisa e coloco tudo o que eu gosto numa pasta no meu Itunes. Daí começa o trabalho mais difícil (triste, até): limar 80% e deixar apenas 1h, 1h30 de música.
Mais um trabalho duro – estabelecer a sequência num clima crescente de BPM (batidas por minuto). É difícil, porque é preciso considerar o começo e o final das músicas para facilitar a mixagem. Sou DJ novata e confesso sem dó: é foda mixar! ;-)
Depois, ensaio: horas, horas e horas, ouvindo e mixando pra não dar nada errado. Aí é TOCAR! Quando a pista corresponde, as pessoas dançam e se divertem a coisa toda vale a pena.
A felicidade delas é como musica para meus ouvidos.

Aqui está um trecho do set de afrofunk que eu vou tocar na festa Xiliquê, dia 17, no Vegas. Mas, prefiro ver você na pista, tá?
Eu e a Dani temos uma coluna no site rraurl (eu escrevo, posto sets e ela ilustra). Mais tarde você vai ver que bacana o processo dela ilustrando o post que fizemos sobre afrofunk.
Vai lá ver o post no rraurl – ficou bem legal! www.rraurl.com.br
É HOJE!
Amigos, é com um sorriso largo de felicidade, muito orgulho e gratidão à vida que apresento a nova casa da Florista.
Sob as bençãos da rainha dos raios e dos ventos de maio, estamos prontas para inaugurar nossa nova casa.
E festa de Florista é assim: o jardim tá ensolarado, o céu azul, tem um perfume misturado de mato com flor, aroma de pão saindo do forno pelo ar, muitas cores, muitas flores, uma gente do bem, linda, elegante, sincera, um arranjo mais lindo que o outro e… ah! Música! Música para celebrar e passear de mão dada, dançando, contemplando, na tua, sonhando, vibrando a vida por esse jardim.
Gostou? Para saber mais detalhes sobre a trilha:
clica aqui.
Tudo que é primeira vez, a gente nunca esquece :)
E assim será esse 1º podcast da Florista.
Música perfumada @–;—
“…Quero pintar uma rosa.
Rosa é flor feminina que se dá toda e tanto que para ela só resta alegria de se ter dado.
Seu perfume é mistério doido. Quando profundamente aspirada toca no fundo íntimo do coração e deixa o interior do corpo inteiro perfumado.
O modo de ela se abrir em mulher é belíssimo. As pétalas tem gosto bom na boca – é só experimentar.
Mas a rosa não é it. É ela. As encarnadas são de grande sensualidade. As brancas são a paz do Deus. É muito raro encontrar na casa de flores rosas brancas.
As amarelas são de um alarme alegre. As cor de rosa são em geral mais carnudas e tem a cor por excelência.
As alaranjadas são produto de enxerto e são sexualmente atraentes.
Preste atenção e é um favor: estou convidando você a mudar-se para um reino novo.
…”
Trecho de Água Viva
Clarisse Lispector
PLAYLIST_Festa_das_flores
Leva Eu Saudade - Fortuna (Domínio público)
Vento de Maio - Elis Regina (Clube da Esquina)
A Felicidade Vai - Ceumar (Tom Zé)
Linda Rosa – Maria Gadú
Irene - Caetano Veloso
Adeus Maria Fulô – Marina de La Riva (Os Mutantes)
O Mundo é assim - Bruno Morais (Velha Guarda da Portela)
Rosa Morena - Elis Regina (João Gilberto)
Flor da Vida – Yamandu Costa e Hamilton de Holanda (Hamilton de Holanda)
Pluii. Brinca com os sentidos.
Mobilize seus amigos e faça acontecer!
Incentive ideias e pessoas em que acredita.

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