Gente que canta, conta e encanta


por Karine Rossi
Música, flor do dia

O cineasta Eduardo Coutinho (Edifício Master, Santo Forte, O Fim e o Princípio) mostrou uma coisa que todo mundo sabe em seu último documentário, chamado “As Canções”: que a música é capaz de fazer sentir novamente. Que pode molhar a boca com o gosto do bolo da mãe saudosa, de exalar o cheiro do cabelo da namorada, de ver a gargalhada do melhor amigo. Uma música pode trazer, tudo junto, o cheiro, a imagem, o gosto e o arrepio daquelas férias na adolescência.

“As Canções” mostra 18 personagens. Cada um, diante de uma câmera estática, canta a música que marcou a sua vida e explica porque ela é tão importante.
E é só isso, simples assim.
As pessoas cantam, contam, riem, choram, se arrependem, se reafirmam, enquanto a gente chora, ri (muito!), se compara, se surpreende e se levanta da cadeira fazendo “sim” com a cabeça para um dos refrões mais cantados do Brasil “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu senti”.

O filme ainda está nos cinemas. Vale a pena :)

Foto Aquarela


por A Florista
as rosas falam, flor do dia, mil_fazeres


Onda
(clique para ouvir e baixar)

Um sentido desperta o outro, inspira. E, quando a gente permite, sente por inteiro. Ao compartilhar seu olhar, o mar de Paula Marina provocou cócegas nos ouvidos de Laercio, que compôs a trilha “Onda” para o ensaio. Fez Dani colocar as mãos pra brincar e transformar de vez as cores da fotógrafa em aquarela, enquanto Karine mergulhou em palavras para compor um poema sinestésico. Ao compartilhar esses encontros, a gente te convida a também se deixar levar por essa história. Depois vem aqui nos contar!

Territórios do Corpo | Juliana Porto


por A Florista
flor do dia, mil_fazeres

Conheça mais o trabalho de Juliana, por ela mesma.

Somos Floristas


por A Florista
as rosas falam, flor do dia

Nós somos floristas. E dedicamos o nosso tempo para encontrar, arranjar e entregar histórias com o poder de transformar outras histórias. Nossas flores são pessoas e suas trajetórias inspiradoras.

Cor, cheiro, toque, beleza, afeto… tanto poder tem uma flor de nos inspirar. Por isso, agora também estaremos lá na Revista dos Sentidos, felizes por cumprir nosso destino de florista: entregar flores além dos limites do nosso quintal.

A Revista dos Sentidos é nossa nova casa. Um lugar perfeito para contarmos histórias de mulheres e suas formas de sentir e se manifestar no mundo.
A gente espera que as experiências que vamos compartilhar despertem você em todos os sentidos. E, quem sabe, você também possa transformar a sua história em uma flor.

Conta pra gente: que parte da sua vida faz mais sentido? @–;—

Flor do dia | Fernando Cardoso


por Daniela Scartezini
flor do dia, vídeo

Hoje começa a exposicão do amigo e artista plástico Fernando Cardoso. E é com muito orgulho desse amigo que eu convido vcs a participarem da experiência que Fernando propõe com a exposicão Umbra. Através do elemento sombra e baseado nos conceitos do Psicólogo Carl Gustav Jung, para discutir a mesma, Fernando propõe um diálogo entre obra e espaço, criador e criatura e o despertar dos aspectos que estão à sombra de nossa consciência. Bom, tudo que a gente adora: arte, Jung e pessoas.

Além do mais , não é todo dia que podemos prestigiar o nascimento para o mundo de um (novo) artista, não é mesmo?

Vamos?

Nascido em 1969, o artista brasileiro Fernando Cardoso iniciou seu trabalho de escultura nos anos 1990. Seu principal interesse está nos sentimentos que busca expressar através das curvas e do movimento das formas do corpo humano. Com forte influência expressionista, suas obras apresentam, simultaneamente, leveza e atitude, presentesconsecutivamente nas formas alongadas e libertas de matéria do corpo de seus personagens, e no peso e no gesto de suas extremidades e membros.

Para a exposição Umbra na Galeria André, sua primeira individual em uma galeriacomercial, utilizando-se da sombra como principal elemento, Cardoso propõe uma releitura de sua obra a partir de referências a artistas contemporâneos, como o francês Christian Boltanski e a japonesa Kumi Yamashita, assim como ao teatro de sombras. Entendida pela psicologia como o lado menos consciente da personalidade, a sombra, que é indissociável daquele que a produz, remete à primitividade da natureza humana; a animosidade que se tenta negar e reprimir por conter desejos imorais e violentos. Sendo um grande depósito de energia instintiva é também a principal fonte da criatividade e espontaneidade do indivíduo, aspectos fundamentais para o desenvolvimento humano e artístico. Quanto maior a consciência sobre sua sombra – e seus aspectos obsessivos, possessivos e autônomos, capazes de dominar o ego estruturado – maior controle o indivíduo tem sobre seus impulsos destrutivos, sendo capaz de transformá-los em um ricomaterial de análise do insconsciente coletivo.

Dessa forma, Cardoso faz um resgate a suas origens criativas, e a partir das sombras geradas por suas esculturas, estabelece um novo diálogo entre sua obra e o espaço expositivo, libertando-a da linguagem escultórica exclusivamente, e transformando o tridimensional em bidimensional e o estático em cinético. A instalação criada para o andar superior da galeria, com sua composição de sombras, projeções e cores, produz uma imagem que poderia pertencer ao mundo do inconsciente, dos sonhos; algo que é estranho mas ao mesmo tempo familiar e extremamente poético. A montagem transforma ainda a recepção do observador, que passa a participar ativamente da obra ao reconhecer sua sombra também projetada no espaço da galeria, e assim, a questionar sua própria condição humana.

Fernando Cardoso
Umbra
22 Novembro – 3 Dezembro 2011

Abertura:
22 Novembro 2011, 20h


Galeria de Arte André

Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1753
01441-001 – São Paulo – SP – Brazil
+ 55 11 3064 2242
+ 55 11 3082 8029

Horário de abertura:
Segunda à sexta das 10h às 20h
Sábado das 10h às 14h


  • http://www.tedxamazonia.com.br

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