E nas minhas andanças e pesquisas sobre o Circo me deparei com esse livro na Fnac de Pinheiros e cho-rei.
Ele é enorme, do tamanho de um A3, capa costurada em tecido, daqueles de arrancar suspiros… mais um dos livros de arte absurdos de lindos da TASCHEN.
Você conhece, né? A Taschen é uma editora alemã de livros de arte, responsável pelas publicações mais elaboradas, quando se fala de um “projeto livro”: desde o papel, a qualidade de impressão, imagens e conteúdo, é claro.
Dá uma olhada nesse e você vai entender um pouco sobre o que estou falando:
THE CIRCUS – 1870-1950 – Noel Daniel







Quem quiser comprar, clica aqui
O autor também escreveu um sobre mágica, também editado pela TASCHEN, guenta:

Queremos todos, né?

“…Eu desenho muito, todos os dias, o tempo todo. Além de ser o meu ganha-pão é também a minha maior terapia e diversão. Todos estão convidados a visitar meu blog sempre que quiserem e comentar. Não importa se gostam ou não do que faço, a diversidade de opiniões é bemvinda, até porque, como dizia Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra”, certo? :-)
Fernanda Guedes
Escolhi essa breve declaração da Fernanda para começar a escrever, porque tenho certeza que qualquer texto que eu viesse a escrever sobre essa artista, não iria descrevê-la melhor. Também não iria explicar de maneira tão explícita, o motivo dela estar aqui, oferecendo suas flores.
Então agora, pare. Abra bem os olhos e chegue mais perto. Observe os detalhes, as cores, as linhas, o tempo, a graça, a história, das ilustrações de Fernanda. Veja. Mas veja com os olhos atentos, não esses olhos embaçados pela poluição: seja ela visual, mental, temporal, ambiental… que às vezes não podem, ou não conseguem perceber o que é belo. Sim, os olhos são janelas da alma e quando os presenteamos com imagens assim, a mágica acontece e a alma agradece. Sentimo-nos alimentados pelo que é belo. Seja uma imagem, uma história, um sentimento.
Fernanda é isso. E observando seu trabalho, (ou seria vida?) Você vai descobrir que ela não poderia ser outra coisa. Esse arranjo que entrego hoje é de alguém que realmente ama o que faz, ou, como ela mesma diz: “vivo para desenhar, desenho para viver”. Pois é. São as 2 coisas e não dá para separar.
Ela me presenteou com seu trabalho mais recente. Na série “Amigos Imaginários”, Fernanda escreve sobre as personagens que desenha e revela mais um talento que nos conduz para uma outra história, outras imagens, além das do papel, é claro. Na internet, ela descobriu uma fonte inesgotável de inspiração para sua pesquisa apaixonada por “gente”. Claro, ela tem site, tem blog, tem flickr, tem twitter, tem myspace, tem vídeo, tem música, tem galeria online! Fernanda Guedes, ou “Lady Guedes”, é criação o tempo todo.
Quando eu perguntei a ela sobre como era seu processo criativo, ela me respondeu que nunca havia pensado nisso :)
Então vai, dá uma volta nesse jardim. E se teus olhos quiserem mais, as flores delas estão bem espalhadas por aí:
• Flickr Lady_Guedes
• Blog FernandaGuedes
• Portfolio FernandaGuedes.com.br
• Myspace LadyGuedes
• Loja Online GaleriaMagenta.com.br
@—;—-
“Um belo dia, estava desenhando um cara, o primeiro deles, o Nigel, e resolvi que ele ele deveria ter uma história.
Escrevi o que vinha na minha cabeça, sem censura, sem rascunho, sem pensar muito, sem achar que tinha o texto tinha que ser engraçado ou fazer algum sentido.
Acho que queria me sentir próxima dessas pessoas que eu vejo nos blogs (principalmente o do Yvan Rodic, do Facenhunter) e que me seduzem, me instigam.
Eu adoro gente, tenho vontade de tê-las comigo, de colecioná-las! E, ultimamente, desenhá-las já não estava me satisfazendo.
Não sei porque escrevo as “crônicas” em inglês… acho que a explicação que mais faz sentido é porque essas pessoas são todas estrangeiras e não seria condizente escrever em português, pois elas não entenderiam.
Ou seja, piração.
Mas não importa, pois tem me feito bem, me alegrado e, o melhor de tudo, eu sempre me surpreendo com as coisas que acabo inventando…
Acho que muito do que passa pela minha cabeça e vai para o papel tem a ver com o que eu estou sentindo ou vivendo. Alguma coisa sempre “escapa”…
Bjs
F”




“Sempre quis fazer uma coleção, mas nunca achei algo que me interessasse ou mantivesse meu interesse por muito tempo. Com o tempo, entendi que só me interesso verdadeiramente por pessoas. Mas como colecionar gente?…”
Fernanda Guedes é ilustradora. Vive em São Paulo, já morou no Rio, mas foi criada em Brasília. Gosta de rir e de usar salto alto.
Para ver mais imagens http://fernandaguedes.blogspot.com/

A primeira vez que me deparei com uma foto dela fiquei um pouco perplexa. Suas imagens contam uma história simultaneamente real e fantástica: pelas cores, intensidade e expressão que revelam. São como poesias, que em algum lugar íntimo conversam com a alma despertando-a para um paradoxo: o da necessidade e o prazer da beleza. Simplicidade e complexidade saturadas são algumas das sensações que tive nesse encontro. Me emociona que essas sejam as primeiras flores desse jardim. É um prazer poder compartilhá-las com você.
E se elas te tocarem assim como tocaram a mim, ofereça- as em outro jardim e deixe que ali floresçam ; )
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Pois é, Dona Florista…
Posso dizer que, seguramente, a experiência de fotografar me é tão ou mais cara que o resultado das imagens reveladas. Talvez, porque eu tenha me habituado a fotografar com a imaginação. Quando era pequena, meu pai nunca revelava os filmes e minha primeira (e única) câmera até os 18 anos foram as Loves (câmeras descartáveis) que ganhava da minha tia, depois que ela levava para o laboratório. Ou seja, eu jamais via o resultado das fotos que eu fazia… :)
Na faculdade de jornalismo tive meu primeiro contato mais formal com a fotografia e, ao mesmo tempo, com a antropologia. De lá para cá, de forma consciente e inconsciente, nunca mais separei uma coisa da outra. As pessoas, o espaço e as relações que nele e com ele se estabelecem são talvez o foco principal da minha fotografia.
Acho que, como qualquer outra atividade criativa, fotografar precisa ser uma experiência libertária. E nesse processo, a Holga (uma toy camera) tem sido minha maior companheira. Costumo dizer que ela me ajuda a ver com a alma. Com ela, fotografo sentimentos, principalmente os meus. Desde a primeira vez que usei, ela me libertou.
Por mais que eu escolha o tema, o filme, a técnica de revelação, o enquadramento, a composição, etc., acho que há sempre mais espaço para a imaginação, além de algum acaso, na fotografia feita com filme. Para quem é perfeccionista e um tanto controladora esse é um exercício de desapego.
A lente de plástico da Holga reflete o clima nostálgico de meus pensamentos. O fato de poder sobrepor imagens em múltipos cliques – como elas se processam na minha retina, quando estou na metrópole, ou na minha mente, em outros cenários mais tranquilos – fazem eu me reconhecer no resultado. Às vezes, pode até parecer abstração, mas é, quase sempre, o resultado mais fiel de como percebi o momento.
Compartilhar, através da web ou em exposições, o resultado do meu processo criativo também tem sido gratificante. Durante muito tempo, só os mais íntimos viam minhas fotos. Devo a eles, aliás, o incentivo para não deixar de lado esse caminho. Com a experiência, percebi que não se trata de exibição apenas, mas de troca. É bom quando faz sentido para mais alguém. É libertador e gratificante saber que sou capaz de produzir algo belo.
ei@gleice.com
@gleicebueno
@—;—-
Você tem uma flor para compartilhar?
Envie prá cá.
Pessoas quem têm algo a contar e espalhar sobre criar, os processos criativos, fazer o que gosta e o que isso move em suas vidas. Essa é a história q pretendo contar. Escolhi esse vídeo do TEDxSP do artista plástico e empresário Fernando Cardoso. Acho q exemplifica muito bem o que pretendo ilustrar aqui. Receba essa flor :) fernandocardoso.com.br fcardoso.blogspot.com
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