Tá meio em cima da hora, mas nunca é tarde pra amar!
Aqui está um presente pra dar pra quem você gosta. Pode ser namorado, namorada, rolo, caso…. qualquer forma de amor sempre vale a pena.
Viva o amor real, o possível… VIVA O AMOR!

E para esse finzinho de noite de namorados, também tem 2 horas de música pra namorar <3 – aproveita!

“Há três anos atrás ela me fez um convite daqueles de tirar o sono. Na mesma hora me apaixonei, e entrei em pânico pela ideia.
Suely, a psicóloga, me convidou para escrever as “histórias de Carolina”. Assim como ela, precisava que alguém mergulhasse de olhos abertos nas imagens que a menina trazia de seus sonhos e, feito o vínculo (inevitável), costurasse tais imagens e sonhos e desenhasse em palavras para serem entregues ao mundo.
Dizia ela: – “Carol é menina especial. Dessas que ao conhecer não conseguimos desgrudar os olhos. Conta histórias incríveis, sonha escrever um livro.”
Eu era uma estudante da Arteterapia. Estudava as histórias e como os contos e o trabalho artístico por meio delas, poderiam serem utilizados no trato da alma.
Passadas algumas noites, intrometida que sou, aceitei o mergulho.
Em nosso primeiro encontro eu não sabia se faria por Carol o que ela esperava de mim. Mas tive certeza do que ela faria por mim. A menina agradecia meu aceite em trabalhar com ela. Mal sabia ela – quem agradecia era eu.
Durante um ano, semanalmente, tínhamos uma hora marcada para subir em caravelas, conversar com animais, encontrar seres dotados de dons mágicos, falar sobre amor, saudade, medo de lobo, brincadeiras de criança, fazer coceguinhas e rir, rir, rir….muito. Chorar muito também! A danada da menina, vez ou outra, fazía-me vir às lágrimas. Coisa inevitável de acontecer no convívio com Carol. Era desconcertante para mim, “menina perfeita”, saudável, plena de minhas faculdades, ter alí, diante de meus olhos, àqueles olhos tão vívidos da menina Carolina – tão certos de sua capacidade de realizar qualquer um que fosse seu sonho.
O tempo foi passando e a menina foi crescendo, se tornando uma gigante. Ou, talvez eu fosse ficando pequenina diante dela.
Pensava eu saber algo, ser “gente-grande” e informada da vida. E toda vez que a encontrava, a menina me ensinava a rir de verdade, chorar prá valer, acreditar de doer, brincar sem esquecer de crescer, sonhar para crer. Com Carolina aprendia a desaprender o que deveria aprender de novo.
Até que chegou o dia em que abri a porta e deixei do lado de fora qualquer teoria para seguir o que a menina me ensinava todos os dias: seguir o meu instinto. Sim: conhecer o significado da palavra “sabedoria”. A magia aconteceria em algum momento que tudo isso encontrasse com o conhecimento, sem que ele ficasse à frente, mas simplesmente fosse ele a partitura para que escrevêssemos nosso sonho, nossa história.
Abri meus ouvidos e escutei. Não sei ao certo, quem contou para quem. Encontramo-nos nesse lugar de animais encantados, lobos e princesas e alí vivemos por um tempo.
Depois da menina Carolina, digo que contos de fadas existem. Eu, ela, sabemos que sim.
É verdade. Tire os óculos. Taí, não vê?
Rebeca, a menina loba, nasceu. Forte e saudável.
Dizem que é hoje, a mais bonita da escola.

Dia 15 de janeiro, às 10:30h, na Livraria da Vila, Al. Lorena, 1731, será lançado o livro: Rebeca, conto de uma menina-loba, de Carol Abdo. Resultado do processo terapeutico de Carol.
Rebeca era uma menina diferente: desde muito pequena adorava histórias de lobos e de vez em quando, sentía coceguinhas e ria, sem entender o motivo. Seu maior sonho, era ver um lobo de verdade. Não entendia por quê as pessoas tinham medo de lobisomem. Para ela, alguém que podia virar um lobo era maravilhoso, fascinante!
Acompanhada de seus amigos animaizinhos , Rebeca vive em busca de realizar seu sonho. Ela vai crescendo até que um encontro com sua avó, revela que Rebeca também é um ser mutante.
Nesse conto de aventura narrado em versos rimados, acompanhar a pequena menina loba em seu crescimento e entendimento sobre seu dom especial, é uma forma delicada, emocionante e divertida de as crianças transformarem o olhar para as diferenças, ou simplesmente para àquelas crianças especiais, lidarem com sua “diferença” como um dom.
Além disso, a menina mutante evoca a importância da família, da amizade e do amor em favor da aceitação, da inclusão e superação. Para todas as crianças e adultos que em algum momento de sua trajetória, vão lidar com a diferença. Principalmente, às crianças mais que especiais.
Talvez ainda não hajam palavras capazes de descrevê-la, sem reduzi-la, ou esteriotipá-la.Ana Carolina é uma mulher incomum.
Uma mulher especial. Mulher que nos desafia. Encanta e emociona.
Dessas, que quando trocamos um olhar nos faz lembrar que qualquer sonho é possível. Ou enfaticamente: que viver, é para ser Grande.
Com ela aprendi sobre uma qualidade de amor até então desconhecida: amor puro de um coração de criança em uma alma de mulher.
Carol é uma verdade desconcertante.
Mulher que conta histórias e nos conduz a um imaginário fantástico de paisagens que todos nós deveríamos visitar.
Em seu primeiro conto, tive a honra de ser sua “maestrina”. Empresto o termo por tê-lo como mais acertado ao descrever o papel de minha “personagem” nessa história.
Pois foi essa a função que exerci: reger a composição de Carol, arranjá-la e traduzí-la em partitura.
Dizem que o termo “contar”, vem do verbo “cantar”. E tal qual música, esse é um conto de Beleza para se ouvir com o coração e cantar a todos.


Durante o processo criativo de Carol, descrevemos, interpretamos e desenhamos cada um dos personagens. Falamos sobre suas características, personalidade, etc…
Ao vislumbrarmos a possibilidade de fazer o livro da história de Rebeca, a menina loba, foi difícil encontrar um ilustrador que aceitasse o desafio de ilustrar a história, e que, principalmente, conseguisse retratar a linguagem que Carol queria para seu livro, além da identidade de seus personagens, tão ricos em características, etc.
Foi aí que encontramos o Alê Venancio. Designer e ilustrador de um talento (e sensibilidade), só. Iniciou-se a segunda parte desse trabalho. Durante mais um ano, Carol, Alê e eu, fomos desenvolvendo cada uma das ilustrações dessa história, com o intuito de sermos muito fiéis às imagens “mentais” da Carol.
Para ver mais, aparece lá.*
Sábado, agora, dia 15/01, às 10:30, na Livraria da Vila da Al. Lorena, 1731.

Dizem que a “sensibilidade é uma porta de entrada das sensações”.
Assim é o Alê: designer, ilustrador e sensível.
Alê é sócio da agência OPORTO e como não poderia ser diferente… sim, ele trabalha muito. Dia, noite, noite e dia para ser criativo e atender aos prazos de seus clientes.
Ele adora o que faz e dentre seus mil “fazeres”, tem um que é a menina dos seus olhos amarelos: as histórias em quadrinhos. Escreve e ilustra diversas delas em qualquer tempo livre que tem. E chama esse tempo de “tempo para mim”. “Tempo para mim”, leia-se: fazer aquilo que o alimenta, faz os olhos brilhar e inspira a continuar sendo criativo.
Para ele, a criação é principalmente articulada pela sensibilidade e fazer o que mais gosta é deixar a porta para a entrada das sensações abertas.
“O dia-a-dia maluco que vivemos, cheio de obrigações, responsabilidades, submersos pela paisagem da metrópole, onde não há horizonte…tudo isso vai fechando nossas portas das
sensações e vamos ficando “duros”, impermeáveis, distantes de nossa essência. Viajar, entrar em contato com um mundo novo, uma amizade de verdade e principalmente
buscar fazer aquilo que realmente faz o coração pulsar, é fundamental para me manter vivo e feliz.”
Em seu “tempo livre”, Alê cria suas histórias em quadrinhos e trabalha em um projeto para lançá-las em um
livro.
Além de tudo isso ;) ele acaba de lançar o site “Sem Orelha”, um site de graphic novels independentes divididas em capítulos.
Uma delícia de ler – inteligente, divertido!
Vai um quadrinho aqui prá você conhecer um pouco desse trabalho :)





Eu particularmente tenho verdadeiro fascínio por ilustrações de livros – principalmente pelos “infantis”. Digo “infantis” entre-aspas, porque é difícil julgar o que é o universo infantil. Uma vez, em um curso sobre ilustração no instituto Tomie Ohtake, discutimos muito esse assunto com o professor Odilon Moraes, ilustrador (e pessoa) incrível da Editora Cosac Naify. O ponto é que não deveríamos classificar a literatura dessa maneira. Um livro “para crianças” traz um conteúdo que pode atrair a qualquer um, de qualquer idade. A classificação “infantil” rotula seu conteúdo, limitando seu entendimento. Quando escrevi o conto de Rebeca, Conto de uma Menina-Loba, com Carol, senti muito essa dificuldade. O livro é para qualquer idade! Não tem essa de “para criança, ou para adulto”.
Você não acha?!
Sonhos geraram
Meses gestaram
Forças romperam
Vidas brotaram naquilo que é puro
Seivas nutriram aquilo que é tanto
Pois parir pro mundo o que se tem feito
É regar na Terra aquilo que é Santo
Fazer o que se gosta é florescer.
Feliz 2011 e obrigada por fazer parte de nosso jardim.
@–;—
São os votos das Floristas,
Dani, Karine e Gleice

Pluii. Brinca com os sentidos.
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