Muitos filósofos já escreveram sobre conceitos de estética, beleza, o belo… Dentre todas as discussões e teorias, me parece que uma é quase unânime: a beleza faz bem.
Beleza cura.
Não me arriscaria aqui a contestar, ou entrar no mérito de alguns dos tantos filósofos que já falaram sobre “o que é belo”, mas me arrisco a dizer que beleza remete a prazer e prazer…. faz bem. Sempre.
Não seria por isso que existem milhaaaaaares de blogs por aí de pessoas que simplesmente querem mostrar o que vêem de belo? Elas colocam em seus perfis: “meu nome é fulana e aqui eu registro aquilo que me faz bem, que me inspira, etc, etc, etc. É verdade. Experimenta fazer uma breve pesquisa e você vai concordar comigo. As pessoas querem o belo em suas vidas, querem compartilhá-lo e por que? No mínimo… porque faz bem. Por que de alguma forma o contato com o belo gera um estranho e delicioso bem-estar.
Na Wikipedia, lê-se assim:
“Estética (do grego αισθητική ou aisthésis: percepção, sensação) é um ramo da filosofia que tem por objeto o estudo da natureza do belo e dos fundamentos da arte. Ela estuda o julgamento e a percepção do que é considerado belo, a produção das emoções pelos fenômenos estéticos, bem como as diferentes formas de arte e da técnica artística; a idéia de obra de arte e de criação; a relação entre matérias e formas nas artes. Por outro lado, a estética também pode ocupar-se do sublime, ou da privação da beleza, ou seja, o que pode ser considerado feio, ou até mesmo ridículo.”[1]
Filosofia, arte, belo, sublime… Não sei. Só sei que foi assim:
E aí? Tá melhor?
:)
Tem dias, semanas, momentos, ou até… tempos! Isso: “tempos”; em que parece que nada será capaz de devolver tua beleza, tua inspiração, tua vontade de dizer que a “vida é bonita, é bonita e é bonita”. A sensação é de um frio interno, de um olhar opaco, teu sorriso é amarelo. É aquele dia em que nos vestimos de cinza e sentimos saudade de cor, de vida, de brilho, de inspiração, enfim. É quase uma perda. Sim, perder a beleza é perder a confiança no que pode ser belo. E é essa cor, essa vida, esse “brilho”, essa beleza, que acende uma centelha divina e nos faz seres criativos, férteis, poderosos e capazes de mudar o mundo, nem que esse mundo, seja seu “pequeno mundo”: sua casa, suas relações, seu viver diário.
Nesse tempo cinzento e nublado, parece que nunca mais teremos dias de sol. Aí então, é que o processo criativo dói. É doloroso buscar esse brilho, essas cores… dá trabalho, pode ser frustrante: “…e se eu não encontrar?” “Ah… não vai dar… a vida é assim mesmo…” Nos colocamos todas as desculpas para não ter que encontrar e continuar no mesmo lugar. Hoje, me disseram que estamos exatamente aonde queríamos estar. Difícil assumir, mas assim é. Então, me pergunto se não é tudo uma questão de escolha, mesmo.
E descubro que até para fazer boas escolhas, tenho que estar inspirada, tenho que ser uma flor, colorida e vibrante. Não uma esmurecida, sem forças para se reerguer. E é nesse tempo “cinza” que há de se ter mais e mais vontade de reencontrar a cor. E daonde encontrar essa vontade? Pode ser no processo criativo. É por isso que ele é regenerador, sanador, curador. É no encontro com o belo, com o fazer, com a possibilidade de CRIAR que faço meu “religare”. Religo meus propósitos, minha fé, reencontro a vontade de dizer que a vida é bonita e sigo adiante.
Tem dias que não é possível o processo, criar, nem ao menos se despir do cinza.
Dias assim, um blog como o de Geninne é um bálsamo para os olhos. É colorido, vivo e brilhante e cheio de amor à vida.
As “artes” de Geninne são quase como um resgate para a alma :)
Geninne é uma artista, uma artesã apaixonada pela cor, pelo que é vivo, pela beleza.
Em dias assim, te dedico uma volta por essas imagens, no fazer de Geninne. Para mim, faz sempre um bem enorme.
Para saber mais sobre essas imagens e sobre a Geninne, vai lá: http://blogdelanine.blogspot.com/
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