Por que não?


por Daniela Scartezini
Artes plásticas, Design, Música, flor do dia, vídeo

Ei, designer, já pensou usar sua criatividade para criar coisas que vão além daquele poster convencional? Pois então, Xavier Barrade pensou. O artista plástico e Designer criou posters “3D”, para o lançamento da banda “Dry the River“, utilizando-se de esculturas de papel de cavalos que realmente saltam em direção às pessoas que estão passeando pelas ruas de Londres.

Cada escultura, levou em média 35horas para ser feita. Valeu a pena. O resultado mostra que é possível levar um pouco de arte às ruas através de um material de comunicação de propaganda, por que não?

Leia mais aqui e assista o processo de Xavier para a criação dos seus cavalos de papel_inspirador!

Quando aprendi a subir em árvore_fase 02


por Daniela Scartezini
Artes plásticas, flor do dia

…Continuando a nossa história: 7 é um bom número para se falar em criação :)

Depois de 7 dias, terminei a árvore da Olívia. Primeiro veio o tronco, depois as Olivas, depois vieram as folhas, muitas folhas! Um balé delas, de todas as cores, me encantavam enquanto pintava. À medida que as folhas preenchiam a árvore, preenchiam minha’lma de satisfação. Sensação boa foi fazer pequenas sementes, deixando para o vento a polinização a cada novo dia da vida da pequena, que está por vir.

Me pergunto: será que a vida que entregamos para àquilo que fazemos, realmente “anima” a criação? Será que é isso que queremos expressar ao comentar alguma peça e dizer “-quanta vida!”? Pois para mim, depois dessa experiência, se comprova que sim. A realização de um fazer, ou, a resultante dele, tem a ver com um elemento novo aqui, em nossas histórias: chama-se “ENTREGA”. Há que se ter entrega em teus fazeres. Entregar-te para sua ideia, depois para teu fazer, relacionando-se com ele em forma de presença física e de “espírito”.

Nos processos criativos acontece uma “troca de vida”. Quando acontece a entrega, ela retorna em vida, também. Sentí na pele todas essas sensações durante o processo de pintura da árvore. Ao terminar, sentía que tinha doado e entregue uma vida. Ao mesmo tempo, retornei para casa com a sensação de ter ganho uma outra. Embora cansada, preenchida de uma vida colorida e livre.

Ainda não sei ao certo aonde essa vida habita agora em mim, mas sinto sua pulsação. Quem sabe seja a polinização da árvore, que trará novas vidas ;)

Todo processo criativo é um ato de re-criar-se.

Quando aprendi a subir em árvore_fase 01


por Daniela Scartezini
Artes plásticas, flor do dia, mil_fazeres

O nome dela é Olívia.

Ela ainda não nasceu. Mas já me ensinou a subir em árvore  :)

“- Dani, estamos pensando… Você pinta uma Oliveira na parede do quarto da Olívia? – Diz o pai.

- Oliveira? – Eu pergunto. É! A árvore que dá as Olivas! – Me Explica o pai.

Hummmm…Será? Nunca fiz isso, não… mas eu topo!”

Ebaaaa! Que delícia, Dani. Muitos sorrisos! – diz a mãe.”

Assim começou a história da árvore da Olívia. Foram algumas noites de sonho, muitos emails, referências, ideias e 7 dias de puro fazer.

Vou compartilhar com vocês aqui (em fases), um pouco da experiência de descobrir um fazer até então desconhecido e as sensações vividas durante esse processo (intenso) !

@–;—

Vocês sabem, eu adoro desenhar e tal. Mas nunca tinha me aventurado em paredes. Sim, a experiência de desenhar na “perpendicular”, em pé, é totalmente outra, garanto. Fora a falta de apoio dos braços, a dimensão maior que de um papel, tela, etc… A relação com a sua lombar ganha uma importância diferente, rs :) Brincadeiras à parte, a primeira sensação nova que eu vivi depois de algumas horas em pé riscando uma parede de uns 4 de largura, foi a de perceber uma certa habilidade para reproduzir em proporções beeeeem maiores um desenho “pré-aprovado” feito na primeira fase desse “projeto” entre eu e minha amiga-mãe-cliente :). Confesso que o que me apavorou de primeira, foram essas proporções.

Uma vez traçada a árvore, veio a primeira sensação de satisfação da empreitada. A ideia pareceu mais palpável e possível. Como eu só tinha os finais de semana para fazer, depois de 2 dias, tinha que me desapegar e voltar dali a 5 dias. Foi estranho isso. Para mim foi difícil começar algo, entrar no processo, ter que parar e voltar depois de um tempo. Percebi que tenho um certo “apego” à obra e uma vontade voraz de vê-la pronta – logo.

No segundo final de semana, 3º dia de trabalho, outro desafio: pintar a árvore. As tintas, os pincéis, as cerdas certas, a direção da pincelada, a luz, quantas “mãos” de tinta e quantas “mãos de amigos”. Explico: vendo o tamanho da nossa Oliveira, alguns amigos resolveram participar e ajudar no processo. Foi ótimo, sou grata e nos divertimos; mas logo, outra impressão: – obrigada amigos, mas na minha árvore só subo eu! rs. É complicado muitas “mãos” em um trabalho assim. Cada um tem um jeito e um traço e a tinta deixa na textura algo bem autoral, digamos. Mas, foi uma delícia compartilhar e descobrir isso juntos. Até a Ju (mãe de Olívia) entrou na arte e axé de mãe é sempre mais que bem-vindo.

Quando aprendi a subir em árvore _ FASE 01

preparando as tintas

Traçada à lápis grafite

Descobrindo as pinceladas

Ju, mãe da Olívia e eu :)

Mãos e amigos

Olha ela aí

temos um tronco!

Olívia e suas Olivas

FASE 01 cumprida!

Daqui uns dias tem FASE 02! Segura aí.

Eros e Psique


por Daniela Scartezini
Artes plásticas, Palavras, flor do dia

    Tela de François-Pascal-Simon Gérard

    Conta a lenda que dormia
    Uma Princesa encantada
    A quem só despertaria
    Um Infante, que viria
    De além do muro da estrada.

    Ele tinha que, tentado,
    Vencer o mal e o bem,
    Antes que, já libertado,
    Deixasse o caminho errado
    Por o que à Princesa vem.

    A Princesa Adormecida,
    Se espera, dormindo espera,
    Sonha em morte a sua vida,
    E orna-lhe a fronte esquecida,
    Verde, uma grinalda de hera.

    Longe o Infante, esforçado,
    Sem saber que intuito tem,
    Rompe o caminho fadado,
    Ele dela é ignorado,
    Ela para ele é ninguém.

    Mas cada um cumpre o Destino
    Ela dormindo encantada,
    Ele buscando-a sem tino
    Pelo processo divino
    Que faz existir a estrada.

    E, se bem que seja obscuro
    Tudo pela estrada fora,
    E falso, ele vem seguro,
    E vencendo estrada e muro,
    Chega onde em sono ela mora,

    E, inda tonto do que houvera,
    À cabeça, em maresia,
    Ergue a mão, e encontra hera,
    E vê que ele mesmo era

    A Princesa que dormia.

    Fernando Pessoa

Verde Hermano


por Karine Rossi
Artes plásticas, etc..., flor do dia

Buenos Aires é encantadora.

Verdade que nem tudo por lá está inteiro, por conta da crise econômica que o país vive, mas a exuberância da época em que era uma das cidades mais ricas do mundo se mantém em quase todos os cantos. Por isso, o encanto.
O Jardim Botânico de Buenos Aires fica cravado no meio do charmoso bairro Palermo.  É lindo, é enorme, está bem cuidado e tem uma mistura de obras de arte (a maioria, vindas da Europa) e natureza que faz a gente exclamar a toda hora.

Um lugar delicioso que eu trago na lembrança e nessas imagens.
Bom passeio!


  • http://www.tedxamazonia.com.br

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