


Ei, designer, já pensou usar sua criatividade para criar coisas que vão além daquele poster convencional? Pois então, Xavier Barrade pensou. O artista plástico e Designer criou posters “3D”, para o lançamento da banda “Dry the River“, utilizando-se de esculturas de papel de cavalos que realmente saltam em direção às pessoas que estão passeando pelas ruas de Londres.
Cada escultura, levou em média 35horas para ser feita. Valeu a pena. O resultado mostra que é possível levar um pouco de arte às ruas através de um material de comunicação de propaganda, por que não?
Leia mais aqui e assista o processo de Xavier para a criação dos seus cavalos de papel_inspirador!

…Continuando a nossa história: 7 é um bom número para se falar em criação :)
Depois de 7 dias, terminei a árvore da Olívia. Primeiro veio o tronco, depois as Olivas, depois vieram as folhas, muitas folhas! Um balé delas, de todas as cores, me encantavam enquanto pintava. À medida que as folhas preenchiam a árvore, preenchiam minha’lma de satisfação. Sensação boa foi fazer pequenas sementes, deixando para o vento a polinização a cada novo dia da vida da pequena, que está por vir.
Me pergunto: será que a vida que entregamos para àquilo que fazemos, realmente “anima” a criação? Será que é isso que queremos expressar ao comentar alguma peça e dizer “-quanta vida!”? Pois para mim, depois dessa experiência, se comprova que sim. A realização de um fazer, ou, a resultante dele, tem a ver com um elemento novo aqui, em nossas histórias: chama-se “ENTREGA”. Há que se ter entrega em teus fazeres. Entregar-te para sua ideia, depois para teu fazer, relacionando-se com ele em forma de presença física e de “espírito”.
Nos processos criativos acontece uma “troca de vida”. Quando acontece a entrega, ela retorna em vida, também. Sentí na pele todas essas sensações durante o processo de pintura da árvore. Ao terminar, sentía que tinha doado e entregue uma vida. Ao mesmo tempo, retornei para casa com a sensação de ter ganho uma outra. Embora cansada, preenchida de uma vida colorida e livre.
Ainda não sei ao certo aonde essa vida habita agora em mim, mas sinto sua pulsação. Quem sabe seja a polinização da árvore, que trará novas vidas ;)
Todo processo criativo é um ato de re-criar-se.









O nome dela é Olívia.
Ela ainda não nasceu. Mas já me ensinou a subir em árvore :)
“- Dani, estamos pensando… Você pinta uma Oliveira na parede do quarto da Olívia? – Diz o pai.
- Oliveira? – Eu pergunto. É! A árvore que dá as Olivas! – Me Explica o pai.
Hummmm…Será? Nunca fiz isso, não… mas eu topo!”
Ebaaaa! Que delícia, Dani. Muitos sorrisos! – diz a mãe.”
Assim começou a história da árvore da Olívia. Foram algumas noites de sonho, muitos emails, referências, ideias e 7 dias de puro fazer.
Vou compartilhar com vocês aqui (em fases), um pouco da experiência de descobrir um fazer até então desconhecido e as sensações vividas durante esse processo (intenso) !
@–;—
Vocês sabem, eu adoro desenhar e tal. Mas nunca tinha me aventurado em paredes. Sim, a experiência de desenhar na “perpendicular”, em pé, é totalmente outra, garanto. Fora a falta de apoio dos braços, a dimensão maior que de um papel, tela, etc… A relação com a sua lombar ganha uma importância diferente, rs :) Brincadeiras à parte, a primeira sensação nova que eu vivi depois de algumas horas em pé riscando uma parede de uns 4 de largura, foi a de perceber uma certa habilidade para reproduzir em proporções beeeeem maiores um desenho “pré-aprovado” feito na primeira fase desse “projeto” entre eu e minha amiga-mãe-cliente :). Confesso que o que me apavorou de primeira, foram essas proporções.
Uma vez traçada a árvore, veio a primeira sensação de satisfação da empreitada. A ideia pareceu mais palpável e possível. Como eu só tinha os finais de semana para fazer, depois de 2 dias, tinha que me desapegar e voltar dali a 5 dias. Foi estranho isso. Para mim foi difícil começar algo, entrar no processo, ter que parar e voltar depois de um tempo. Percebi que tenho um certo “apego” à obra e uma vontade voraz de vê-la pronta – logo.
No segundo final de semana, 3º dia de trabalho, outro desafio: pintar a árvore. As tintas, os pincéis, as cerdas certas, a direção da pincelada, a luz, quantas “mãos” de tinta e quantas “mãos de amigos”. Explico: vendo o tamanho da nossa Oliveira, alguns amigos resolveram participar e ajudar no processo. Foi ótimo, sou grata e nos divertimos; mas logo, outra impressão: – obrigada amigos, mas na minha árvore só subo eu! rs. É complicado muitas “mãos” em um trabalho assim. Cada um tem um jeito e um traço e a tinta deixa na textura algo bem autoral, digamos. Mas, foi uma delícia compartilhar e descobrir isso juntos. Até a Ju (mãe de Olívia) entrou na arte e axé de mãe é sempre mais que bem-vindo.
Quando aprendi a subir em árvore _ FASE 01

preparando as tintas

Traçada à lápis grafite


Ju, mãe da Olívia e eu :)


Mãos e amigos

Olha ela aí

temos um tronco!

Olívia e suas Olivas

FASE 01 cumprida!
Daqui uns dias tem FASE 02! Segura aí.

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
Fernando Pessoa
Buenos Aires é encantadora.
Verdade que nem tudo por lá está inteiro, por conta da crise econômica que o país vive, mas a exuberância da época em que era uma das cidades mais ricas do mundo se mantém em quase todos os cantos. Por isso, o encanto.
O Jardim Botânico de Buenos Aires fica cravado no meio do charmoso bairro Palermo. É lindo, é enorme, está bem cuidado e tem uma mistura de obras de arte (a maioria, vindas da Europa) e natureza que faz a gente exclamar a toda hora.
Um lugar delicioso que eu trago na lembrança e nessas imagens.
Bom passeio!







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